Boa tarde queridos leitores! Primeiramente, tenho acompanhado que a quantia de pessoas que visitam o meu blog está crescendo, o que me incentiva muito a continuar escrevendo aqui. Em segundo lugar, gostaria de comentar a minha indignação diante de um fato que vivi ontem via Facebook, e assim vi como há pessoas que saem do limite de discutir algo e trocar ideias saudavelmente, apelando para ofensas pessoais e de cunho discriminatório devido a um tema polêmico: a medida nova em relação a cotas nas universidades (isso será colocado em pauta aqui em breve). Devido a isso, só tenho a lamentar o uso de um tipo de violência para algo que devia ser um aprendizado a todas as pessoas envolvidas na discussão.
Hoje trouxe um assunto um tanto quanto delicado e altamente discutível: a impressionante concentração fundiária no Brasil. Creio que seja um tema que não revela novidade nenhuma a qualquer um. Resolvi falar sobre isso porque aprendi melhor os detalhes sobre essa questão hoje pela manhã em uma aula de Geografia no meu cursinho e é ela que vai servir como base para minha argumentação, assim também pude entender muito melhor e formar uma opinião mais concreta sobre isso.
O Brasil é um dos países que mais tem concentração de terra no mundo inteiro. Essa heterogenia em relação a distribuição de terras tem por origem histórica 3 fatores principais:
- O nosso país foi colonizado com base em uma colonização de exploração, ou seja, o nosso território era usado para plantio e exploração dos nativos e assim os produtos eram exportados e comercializados na Europa, gerando lucros para outros países.
- Após esse grande período de exploração e com base no declínio da escravidão no fim do século XIX, surgiram leis que regulamentam a propriedade da terra no Brasil, como a Lei de Terras de 1850, que diz que só é possível alguém obter uma área rural se esta for comprada ou originária de herança. Neste mesmo ano surgiu a Lei Eusébio de Queirós, que proibiu o tráfico inter atlântico de escravos.
- Dessa forma, os escravos foram perdendo essa condição de "trabalho" aos poucos e a mão de obra no país sofreria um grande impacto caso nada fosse feito, assim imigrantes foram estimulados a vir para o Brasil, não como um modo de colonização, mas sim como mão de obra para latifúndios, já que escravos não desempenhariam mais esse papel. Com tudo isso, esses imigrantes não teriam o direito a ter uma terra devido a lei de Terras, e os escravos que seriam libertados anos após com mais leis abolicionistas não teriam onde manter as suas famílias e também não poderiam ter empregos que garantissem sustento.
Esses 3 fatores refletem - e muito - na nossa sociedade atual. O problema que envolve essa questão é justamente como pessoas que tem um enorme latifúndio não fazem deste produtivo e possuem outras terras, ou quando o fazem produtivo é baseado na questão agrária exportadora, enquanto há outras pessoas que não tem sequer um lugar para morar ou vivem com problemas de moradia precária. Uma boa solução, porém de interesse capitalista, seria uma reforma agrária gradativa.
A reforma agrária consiste basicamente em redistribuir a terra de forma para que cada um que tenha um pedacinho dela, a torne produtiva economicamente. Em minha opinião, uma reforma agrária deveria ter como princípio o simples fato de que cada cidadão desse país possa ter uma moradia decente independentemente da produtividade, é intragável ver pessoas ocupando morros e lugares de risco como tanto acontece, e que consequentemente leva a tragédias que vemos nos noticiários como desmoronamento, mortes, exclusão social, omissão da mídia elitista e falta de saneamento básico.
Apesar de locais rurais passarem a imagem de ter menos oportunidades de empregos e condições para sustento, no campo é possível realizar muitas atividades econômicas que não requerem mestrados e pós graduação para ter um emprego suficiente para o sustento. Além disso, o custo de vida no campo é muito mais barato (em relação a escola, moradia, contas, alimentação, transporte).
Hoje li um pouco mais sobre uma iniciativa que a primeira vista parece interessante, se chama: Programa Minha Casa, Minha Vida. É bem cheio de detalhes, normas, especificações, faixas de acordo com a renda familiar, entre outros para ser explicado, por isso deixo aqui o link para maiores dúvidas: http://www1.caixa.gov.br/gov/gov_social/municipal/programas_habitacao/pmcmv/saiba_mais.asp.
Bruna. (:


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