O primeiro post é sempre tão difícil... Mas vamos ao propósito.
Primeiro devo me apresentar e contar um pouco da minha história por uma razão óbvia, para começar a por sentido neste blog e assim para que meus leitores entendam melhor a base do blog.
Meu nome é Bruna, tenho 17 anos, atualmente - 29 de Julho de 2011 - sou estudante e quero ser médica. Decidi optar por essa profissão desde muito cedo por meu pai ser médico e por eu querer ser igual a ele quando era menor, ele é o meu símbolo de força, batalha e honra, e assim mantive a escolha conforme os anos foram passando e permaneço com esta até hoje, faltando somente 4 meses para o início dos vestibulares.
Na realidade, sempre soube que eu queria ser médica, imaginando que exerceria aquilo que vemos em filmes e sem mais detalhes, mas conforme fui ganhando maturidade, comecei a pensar mais profundamente como seria realmente a área da Medicina, com que tipos de pacientes eu lidarei e qual o ambiente em que trabalharei. Ainda não pude chegar a uma conclusão, já que o curso Médico é composto por duas etapas básicas: a faculdade de conhecimentos biológicos gerais, que dura em torno de 6 anos, e posteriormente a residência médica, que é quando o médico formado escolhe a especialização que ele colocará em prática.
Realmente ainda tenho muito tempo para pensar em minha especialização. Mas quando me pego pensando nela, vejo que tenho uma forte tendência a escolher uma área que cuide da saúde e vida dos desfavorecidos economica e socialmente, pois sou uma pessoa crítica e para mim é simplesmente inaceitável que o modo de vida capitalista possa permitir que uma minoria tenha um cotidiano plenamente luxuoso ao ponto de o desperdício ser tema dessa história, enquanto há outras pessoas que passam fome, não tem uma moradia, saúde e ensino de qualidade dignos.
É muito triste saber que as pessoas não se tratam por iguais, quando na verdade somos todos iguais perante qualquer critério, e deveríamos ajudar uns aos outros como irmãos. Eu realmente enxergo uma injustiça muito grande, isso porque tenho acesso somente a parte da realidade, já que a mídia tendenciosa camufla, modifica e disfarça os fatos muito bem.
Eu acho um absurdo ao saber que crianças não tem comida todos os dias em suas casas, famílias inteiras vivem em uma condição desumana, pessoas morrem a porta de hospitais por falta de atenção do Governo (que não remunera devidamente profissionais públicos, e com o capitalismo ditando o que devemos fazer para sobreviver em um mundo caótico, falta trabalhadores públicos e infraestrutura, causando assim mortes de pessoas que simplesmente não podiam pagar para viver), mais e mais crianças não são alfabetizadas como deviam e além do mais, tem que trabalhar em idade imprópria simplesmente para sobreviver.
Se eu fosse ficar listando todas as coisas em que já pensei sobre e todas as soluções que já propus para mim mesma, seria capaz de ficar escrevendo aqui por dias.
A ideia do título do blog surgiu justamente do cotidiano: ao ler as minhas matérias, tenho a intenção de que os leitores reflitam se sabem viver a sua vida de um modo satisfatório a eles mesmos e as pessoas ao seu redor, se as ações, as coisas que compramos e consumimos, as coisas que desperdiçamos, se elas farão um bem ao mundo como um todo. No mundo em que vivemos hoje, o pensamento coletivo é a chave do sucesso para lutarmos para uma condição de vida melhor a todos. Além disso, como preciso dedicar meu tempo predominantemente aos estudos, vou postar aqui uma matéria por semana no mínimo, podendo variar.
Mas bom, para vocês entenderem melhor, o meu blog vai abordar assuntos polêmicos, assuntos que me trazem a sensação de inconformismo. Aviso-lhes que geralmente são fortes, mas acho que as pessoas tem que começar a se unir para mudar alguma coisa no mundo.
Espero que vocês possam me apoiar e que gostem do modo que eu mostrarei os fatos, e a cada matéria, comentários são muito bem vindos.
Bruna. (:
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