Que a situação da África é grave e assustadoramente desumana todo mundo sabe. Só que apesar de a mídia divulgar algumas dessas situações, não temos acesso a tudo que realmente ocorre com essas pessoas, e por mais que saibamos que é o patamar máximo de miséria, fica difícil de imaginar como é viver a cada dia as condições que grande maioria dos africanos vive "na pele".
O post de hoje é baseado em uma matéria da BBC Brasil, para você entendê-lo melhor, sugiro que faça a leitura do mesmo: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/07/110727_suazilandia_rc.shtml.
Além da situação da fome no continente, a África é a região com o maior índice do mundo de pessoas infectadas pelo vírus HIV, que é o vírus da doença AIDS, transmitido através de transfusões de sangue com agulhas contaminadas(agulhas que geralmente são reutilizadas), utilização da mesma agulha para injetar drogas em pessoas viciadas nas mesmas em que algum dos usuários é portador de HIV e relações sexuais sem o uso de preservativos.
O que você pode estar se perguntando é porque o índice de AIDS é tão grande na África, afinal, a população do continente não é absurdamente grande. Há vários fatores que contribuem para esse índice, e um deles é que as pessoas não tem dinheiro e condições sequer para comer e alimentar seus filhos e suas famílias, quanto mais para comprar preservativos para manutenção saudável de sua vida sexual, já que esta é uma necessidade humana básica: perpetuar a espécie e se reproduzir.
Além disso eles não tem acesso a manutenção de sua saúde, pois os países apresentam baixa infraestrutura, sem hospitais públicos, escolas, supermercados e sequer saneamento básico. Deste modo, quando há alguma política envolvendo a saúde, o capital investido não permite que as agulhas e materiais sejam individuais, quando estes deveriam, de acordo com a política médica para evitar contaminação de doenças através de outros.
A África ainda sofre de outros muitos fatores. Devido aos casos de AIDS, muitas empresas testam medicamento sem saber os efeitos colaterais em pessoas infectadas, e não é raro que estes levem a óbito. Um filme que retrata muito bem essa situação é O Jardineiro Fiel, em que uma mulher luta pelos direitos das pessoas-cobaias de laboratório e descobre coisas fantásticas para incriminar essas empresas, e acaba morta justamente por saber informações importantes. O mais triste é saber que os mais ricos julgam ser superiores aos miseráveis, simplesmente não ligando para a vida destes.
Na matéria em que pus o link, a história se torna ainda mais triste: os medicamentos efetivos para minimizar os efeitos da AIDS necessitam que o paciente esteja com o estômago "cheio", ou seja, que eles sejam tomados próximo a uma refeição. O mais absurdo é que os soropositivos que tomam esse medicamento sequer tem acesso a comida, e devido ao desespero da AIDS, acabam tomando uma água com esterco para uso do remédio.
A situação toda realmente é muito triste. É aquele típico ditado brasileiro "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Não há o que fazer por parte dessas pessoas. Elas necessitam de ajuda do Governo, o continente tem que parar de ser explorado, as dívidas externas perdoadas e deve-se começar a reconstrução de países africanos. Escolas, hospitais, qualificações e crescimento na oferta de empregos são primordiais para mudar a situação. Acho que todos os países deveriam ajudar, parar realmente de explorar a população e os recursos naturais da área, afinal, somos todos iguais e temos o mesmo direito.
Uma boa iniciativa é da fundação que comentei ontem charity: water, mas ainda devem ser feitas muitas coisas para que possamos mudar algo a longo prazo.
Bruna. (:

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